A derrocada do Irã e por que isso é bom.
Enviado: Qua Abr 15, 2026 1:31 pm
A derrocada do Irã e porque isso é bom
(Eduardo Vieira - 15/abr/2026)
Parece piada termos que comentar o porquê da derrocada do Irã ser algo bom mas essa é a realidade atual, onde as pessoas pensam que a extrema imprensa não as influencia enquanto a coisa acontece diante dos olhos de todos. Mas aqui vai.
Saindo da histeria midiática de uma nova urgência a cada dia, vamos olhar para a realidade do conflito entre a ditadura islâmica iraniana e a América e Israel.
Depois de pouco mais de um mês de conflito, o saldo é que as forças armadas iranianas ficaram a pé, literalmente. A marinha acabou, à exceção de algumas lanchas. A força aérea acabou. Os mísseis praticamente acabaram. Deve haver uma reserva estratégica minúscula em algum buraco persa e só. O programa nuclear foi realmente devastado dessa vez e os locais de armazenamento estão sob constante vigilância. Os americanos já deixaram claro que não permitirão qualquer passo na direção de uma recuperação do programa nuclear no Irã. Vale reforçar que os próprios iranianos declararam ter urânio suficiente para 11 bombas. Esse material está agora soterrado. As defesas anti-aéreas acabaram, à exceção de mísseis portáteis, que tem alcance reduzido, alta vulnerabilidade e eficácia relativamente baixa.
Isso tudo ocorreu com poucas perdas materiais por parte dos americanos e menos de 20 mortes, a maioria por acidentes operacionais. É uma guerra totalmente assimétrica, onde um lado pode fazer o que quiser e o outro não tem meios de reagir.
No aspecto da liderança, a maioria dos líderes morreu e hoje não se sabe quem manda no país, nem se há uma liderança centralizada. Isso abre várias oportunidades interessantes para mudanças no regime.
O Irã, sabemos, era a maior força militar da região, constantemente ameaçando seus vizinhos com ataques ou o fechamento do famigerado estreito de Ormuz. Ali passa 20% do petróleo negociado no mundo. Mas isso está para mudar.
Uma das consequências da realidade, que costuma atropelar os pseudo-analistas com agenda pronta da grande mídia, é que as forças em atuação no mundo se mexem para defender o que é de cada um. Assim, é natural que os países do Golfo atuem no sentido de reduzir a dependência do estreito, e o que deve ocorrer é a construção de oleodutos que permitam a comercialização de petróleo por outras vias. No caso da gigante Arábia Saudita isso é fácil, por exemplo. Em breve as ameaças iranianas serão totalmente fúteis.
Mas, depois desse mês de desgraças para a ditadura, a verdade é que o Irã não tem condições materiais de fechar nem a porta da geladeira do aiatolá da vez. Que dirá do estreito. Basta os americanos removerem as minas e estabelecerem patrulhas que acaba a festa. Mas a escolha foi outra, ainda mais dolorosa para o Irã.
Os americanos resolveram fechar eles mesmos o estreito, cortando assim TODO o comércio marítimo do Irã. O Washington Post relata, desolado, que seis navios foram obrigados a retornar aos portos iranianos. O caminho está fechado, o que deve ser ruim para uma ditadura que tem 90% do seu comércio feito por mar. Sem a histeria do urgente diário, é fácil ver que a situação não deverá ser sustentável para um regime já dilacerado internamente.
Para piorar a situação para os financiadores do terror islâmico no mundo, 80% do petróleo iraniano ia para a China, que está vendo o china seco. Imagino que as conversas entre o Xi Pingpong e a marmota iraniana da vez não devem estar muito animadas. Tudo leva a crer que na queda de braço entre americanos e iranianos temos um lado com ampla vantagem.
O que aperta a América de Trump é o tempo. Seria bom para a parcela decente do planeta que esse conflito terminasse num prazo que permitisse a retomada da normalidade econômica para que esse não seja um fator de impacto nas eleições de midterm. Se os democratas vencerem o mundo vai amargar uma derrocada rápida e sinistra. É um espanto que haja semelhante possibilidade e isso se deve ao laxismo social das últimas décadas. Tolerar a perversidade em nome de uma pseudo-cordialidade suicida cobra seu preço.
Ainda assim o cenário parece favorável ao Trump, particularmente se ele parar de atirar no próprio pé e simplesmente ignorar os apelos do Papa Leão por mais uma ou duas semanas. Não é inteligente alienar os católicos americanos nesse momento.
Essa crise serviu também para mostrar aos americanos e ao mundo o quanto a Europa se perdeu. Estamos vendo o fim da participação americana na OTAN, nos moldes atuais. A Espanha se mostrou um neutro beligerante, a Itália idem e o Reino Unido não conseguiu sequer enviar um destróier para o Chipre socorrer sua base na ilha. A outrora colossal marinha britânica foi destruída pelos unicórnios rosas que subiram ao poder. Os americanos deverão fazer acordos bilaterais com cada país que parecer ainda alinhado. Se os britânicos se perderem em definitivo para o Islã a coisa vai azedar muito rápido na terra do chá das cinco de outrora. Aliás, o mesmo vale para todas as potências nucleares na Europa. Isso é problema para o futuro mas posso garantir que já há mapeamento de alvos numa gaveta do Pentágono. E devemos ser gratos por isso.
A Rússia, por outro lado, se ferrou profundamente. Ao contrário dos americanos e israelenses, que resolveram o problema do ar, os russos meteram o pé na lama e lá estão, atolados e falidos, deixando um milhão de corpos num conflito bizarramente fútil. Se o Putin achar uma saída que não resulte no seu próprio cadáver brilhando no escuro, ele deve tomar esse caminho.
Acontecendo tudo o que é provável, teremos uma divisão nas midterms, queda do regime dos aiatolás em meses ou anos, paz na Europa e alguns anos de boas notícias. Quem sabe até algum europeu com um pingo de testosterona consiga melhorar as coisas por lá também?
Ah, é sempre bom lembrar: Você não odeia a grande mídia o suficiente.
(Eduardo Vieira - 15/abr/2026)
Parece piada termos que comentar o porquê da derrocada do Irã ser algo bom mas essa é a realidade atual, onde as pessoas pensam que a extrema imprensa não as influencia enquanto a coisa acontece diante dos olhos de todos. Mas aqui vai.
Saindo da histeria midiática de uma nova urgência a cada dia, vamos olhar para a realidade do conflito entre a ditadura islâmica iraniana e a América e Israel.
Depois de pouco mais de um mês de conflito, o saldo é que as forças armadas iranianas ficaram a pé, literalmente. A marinha acabou, à exceção de algumas lanchas. A força aérea acabou. Os mísseis praticamente acabaram. Deve haver uma reserva estratégica minúscula em algum buraco persa e só. O programa nuclear foi realmente devastado dessa vez e os locais de armazenamento estão sob constante vigilância. Os americanos já deixaram claro que não permitirão qualquer passo na direção de uma recuperação do programa nuclear no Irã. Vale reforçar que os próprios iranianos declararam ter urânio suficiente para 11 bombas. Esse material está agora soterrado. As defesas anti-aéreas acabaram, à exceção de mísseis portáteis, que tem alcance reduzido, alta vulnerabilidade e eficácia relativamente baixa.
Isso tudo ocorreu com poucas perdas materiais por parte dos americanos e menos de 20 mortes, a maioria por acidentes operacionais. É uma guerra totalmente assimétrica, onde um lado pode fazer o que quiser e o outro não tem meios de reagir.
No aspecto da liderança, a maioria dos líderes morreu e hoje não se sabe quem manda no país, nem se há uma liderança centralizada. Isso abre várias oportunidades interessantes para mudanças no regime.
O Irã, sabemos, era a maior força militar da região, constantemente ameaçando seus vizinhos com ataques ou o fechamento do famigerado estreito de Ormuz. Ali passa 20% do petróleo negociado no mundo. Mas isso está para mudar.
Uma das consequências da realidade, que costuma atropelar os pseudo-analistas com agenda pronta da grande mídia, é que as forças em atuação no mundo se mexem para defender o que é de cada um. Assim, é natural que os países do Golfo atuem no sentido de reduzir a dependência do estreito, e o que deve ocorrer é a construção de oleodutos que permitam a comercialização de petróleo por outras vias. No caso da gigante Arábia Saudita isso é fácil, por exemplo. Em breve as ameaças iranianas serão totalmente fúteis.
Mas, depois desse mês de desgraças para a ditadura, a verdade é que o Irã não tem condições materiais de fechar nem a porta da geladeira do aiatolá da vez. Que dirá do estreito. Basta os americanos removerem as minas e estabelecerem patrulhas que acaba a festa. Mas a escolha foi outra, ainda mais dolorosa para o Irã.
Os americanos resolveram fechar eles mesmos o estreito, cortando assim TODO o comércio marítimo do Irã. O Washington Post relata, desolado, que seis navios foram obrigados a retornar aos portos iranianos. O caminho está fechado, o que deve ser ruim para uma ditadura que tem 90% do seu comércio feito por mar. Sem a histeria do urgente diário, é fácil ver que a situação não deverá ser sustentável para um regime já dilacerado internamente.
Para piorar a situação para os financiadores do terror islâmico no mundo, 80% do petróleo iraniano ia para a China, que está vendo o china seco. Imagino que as conversas entre o Xi Pingpong e a marmota iraniana da vez não devem estar muito animadas. Tudo leva a crer que na queda de braço entre americanos e iranianos temos um lado com ampla vantagem.
O que aperta a América de Trump é o tempo. Seria bom para a parcela decente do planeta que esse conflito terminasse num prazo que permitisse a retomada da normalidade econômica para que esse não seja um fator de impacto nas eleições de midterm. Se os democratas vencerem o mundo vai amargar uma derrocada rápida e sinistra. É um espanto que haja semelhante possibilidade e isso se deve ao laxismo social das últimas décadas. Tolerar a perversidade em nome de uma pseudo-cordialidade suicida cobra seu preço.
Ainda assim o cenário parece favorável ao Trump, particularmente se ele parar de atirar no próprio pé e simplesmente ignorar os apelos do Papa Leão por mais uma ou duas semanas. Não é inteligente alienar os católicos americanos nesse momento.
Essa crise serviu também para mostrar aos americanos e ao mundo o quanto a Europa se perdeu. Estamos vendo o fim da participação americana na OTAN, nos moldes atuais. A Espanha se mostrou um neutro beligerante, a Itália idem e o Reino Unido não conseguiu sequer enviar um destróier para o Chipre socorrer sua base na ilha. A outrora colossal marinha britânica foi destruída pelos unicórnios rosas que subiram ao poder. Os americanos deverão fazer acordos bilaterais com cada país que parecer ainda alinhado. Se os britânicos se perderem em definitivo para o Islã a coisa vai azedar muito rápido na terra do chá das cinco de outrora. Aliás, o mesmo vale para todas as potências nucleares na Europa. Isso é problema para o futuro mas posso garantir que já há mapeamento de alvos numa gaveta do Pentágono. E devemos ser gratos por isso.
A Rússia, por outro lado, se ferrou profundamente. Ao contrário dos americanos e israelenses, que resolveram o problema do ar, os russos meteram o pé na lama e lá estão, atolados e falidos, deixando um milhão de corpos num conflito bizarramente fútil. Se o Putin achar uma saída que não resulte no seu próprio cadáver brilhando no escuro, ele deve tomar esse caminho.
Acontecendo tudo o que é provável, teremos uma divisão nas midterms, queda do regime dos aiatolás em meses ou anos, paz na Europa e alguns anos de boas notícias. Quem sabe até algum europeu com um pingo de testosterona consiga melhorar as coisas por lá também?
Ah, é sempre bom lembrar: Você não odeia a grande mídia o suficiente.