A mediocridade como virtude
Enviado: Ter Jun 16, 2026 3:13 pm
A Mediocridade como virtude
(Eduardo Vieira - 16/jun/2026)
Estes dias o Brasil teve um pequeno choque ao assistir em primeira mão ao arremesso de uma jovem de um penhasco. Digo que foi pequeno porque essa distinção é crucial. Fosse grande o espanto e a revolta e tal fato dificilmente teria acontecido em primeiro lugar.
Mas surpresa, definitivamente não deveria haver. Quando falamos sobre degradação intelectual, sobre desprezo à moral e ao que é elevado, brutalização dos sentidos e concessões aos agentes das agendas que geram esse mergulho no abismo, o resultado é esse aí.
E não é só esse. As tragédias se repetem em diferentes escalas a cada dia. Nem todas custam a vida, claro. Mas tomemos, por exemplo, o caso dos motociclistas. Na minha rua ocorrem duas vezes por mês colisões frontais entre motociclistas na contra-mão e carros andando devagar numa rua estreita. E as motos seguem trafegando em alta velocidade na contra-mão. Isso não é mero desrespeito às leis. É a barbarização, a incivilidade, a perda dos elementos cruciais de elevação pessoal e social.
Essa gente funciona como um homem das cavernas com celular. E para esses não há saída ou recuperação.
E não estamos falando apenas das classes mais baixas. Estas estão mais degradadas, por certo, mas isso não significa que as classes mais altas estejam muito melhores. Hoje o que é ensinado aos jovens é pragmatismo em sua essência. O jovem tem que se dar bem, custe o que custar. Ser honesto ou caridoso é literalmente uma tolice risível.
Claro que a confiança social já pulou pela janela, essa se certificando que a altura era grande e que não havia corda. Sem o mínimo de confiança não há sociedade que funcione. As cidades tornam-se aglomerados humanos e não comunidades. Aliás, uma favela é justamente um exemplo primário do que NÃO é uma comunidade, apesar da tentativa esquerdista de substituir um nome adequado por outro distorcido.
Isso poderia ser mudado com relativa rapidez mas não ocorrerá aqui no Brasil, o que é uma pena. Aqui o povo abraça tudo o que é pior, desde que traga uma migalha de vantagem. A primeira coisa que foi embora da mente do apreciador do funk foi a auto-estima. Dessa qualidade deriva o amor próprio, o senso de nobreza e o impulso de não cometer erros.
Não vai ser uma lei que vai mudar isso, e infelizmente é o que o brasileiro espera.
Qual a saída? Ora, venho falando disso há década. Mas a maioria sequer consegue compreender. Para o lixo foram a imaginação, a empatia (em seu sentido real), a humildade e o apreço pela excelência.
O preço a ser pago é alto e está sendo cobrado e pago por todos nós. Minha recomendação é não ser inocente, saber que vivemos num inferno social e agir de acordo, com toda a prudência necessária. Os inocentes morrem aqui.
Os que tiverem bom senso para isso que protejam seus filhos dessas influências e formem grupos confiáveis. Claro que é muito difícil e dá muito trabalho. Boa sorte a todos!
(Eduardo Vieira - 16/jun/2026)
Estes dias o Brasil teve um pequeno choque ao assistir em primeira mão ao arremesso de uma jovem de um penhasco. Digo que foi pequeno porque essa distinção é crucial. Fosse grande o espanto e a revolta e tal fato dificilmente teria acontecido em primeiro lugar.
Mas surpresa, definitivamente não deveria haver. Quando falamos sobre degradação intelectual, sobre desprezo à moral e ao que é elevado, brutalização dos sentidos e concessões aos agentes das agendas que geram esse mergulho no abismo, o resultado é esse aí.
E não é só esse. As tragédias se repetem em diferentes escalas a cada dia. Nem todas custam a vida, claro. Mas tomemos, por exemplo, o caso dos motociclistas. Na minha rua ocorrem duas vezes por mês colisões frontais entre motociclistas na contra-mão e carros andando devagar numa rua estreita. E as motos seguem trafegando em alta velocidade na contra-mão. Isso não é mero desrespeito às leis. É a barbarização, a incivilidade, a perda dos elementos cruciais de elevação pessoal e social.
Essa gente funciona como um homem das cavernas com celular. E para esses não há saída ou recuperação.
E não estamos falando apenas das classes mais baixas. Estas estão mais degradadas, por certo, mas isso não significa que as classes mais altas estejam muito melhores. Hoje o que é ensinado aos jovens é pragmatismo em sua essência. O jovem tem que se dar bem, custe o que custar. Ser honesto ou caridoso é literalmente uma tolice risível.
Claro que a confiança social já pulou pela janela, essa se certificando que a altura era grande e que não havia corda. Sem o mínimo de confiança não há sociedade que funcione. As cidades tornam-se aglomerados humanos e não comunidades. Aliás, uma favela é justamente um exemplo primário do que NÃO é uma comunidade, apesar da tentativa esquerdista de substituir um nome adequado por outro distorcido.
Isso poderia ser mudado com relativa rapidez mas não ocorrerá aqui no Brasil, o que é uma pena. Aqui o povo abraça tudo o que é pior, desde que traga uma migalha de vantagem. A primeira coisa que foi embora da mente do apreciador do funk foi a auto-estima. Dessa qualidade deriva o amor próprio, o senso de nobreza e o impulso de não cometer erros.
Não vai ser uma lei que vai mudar isso, e infelizmente é o que o brasileiro espera.
Qual a saída? Ora, venho falando disso há década. Mas a maioria sequer consegue compreender. Para o lixo foram a imaginação, a empatia (em seu sentido real), a humildade e o apreço pela excelência.
O preço a ser pago é alto e está sendo cobrado e pago por todos nós. Minha recomendação é não ser inocente, saber que vivemos num inferno social e agir de acordo, com toda a prudência necessária. Os inocentes morrem aqui.
Os que tiverem bom senso para isso que protejam seus filhos dessas influências e formem grupos confiáveis. Claro que é muito difícil e dá muito trabalho. Boa sorte a todos!