Uma breve história do Islã
(Eduardo Vieira - 25/nov/2025)
Para entendermos o Islã adequadamente é preciso que conheçamos o contexto político e territorial do tempo anterior ao surgimento desse sistema político-religioso.
Historicamente o Império Romano se estendia do norte da Britânia até o Golfo Pérsico. Toda a costa do Mediterrâneo, Gália, Hispânia, os Balcãs, Grécia, Asia Menor, Armênia, etc. E, claro, a região do Levante, a Grande Síria, Judéia, Egito.
Após a ressurreição de Cristo a palavra de Deus se espalhou pelo Império. A Santa Igreja, nascida no Oriente, converteu igualmente a Europa e a África. Por idos do ano 300 o Cristianismo era uma realidade que os imperadores não podiam mais ignorar, apesar de toda a sangrenta perseguição. Então no início do século IV o imperador Constantino tornou legal as práticas religiosas cristãs e proibiu a perseguição à nossa religião. Meio século depois o Cristianismo se tornou a religião oficial do Império, por decreto de Teodósio I. Por volta do ano 600 o Império Romano tinha mais de 90% de seu povo cristão. Todo esse território citado, com ênfase no Oriente e na África, mais cristianizados que o Oeste, à essa época.
O nascimento do Islã se deu no início dos anos 600 e aqui já cabe uma observação importante. O pretenso líder militar Maomé, tendo fracassado en suas tentativas de assumir a liderança em Medina, socorreu-se da mística cristã e foi recolher-se no deserto, de onde voltou com escritos ditados pelo anjo Gabriel. O Cristianismo era onipresente nessa época e nessa região, apesar das tribos nômades árabes não o terem acolhido. Usando essa conexão e a suposição de contato com Deus Maomé conseguiu ampliar sua liderança e conquistar militarmente Medina e Meca, através de todos os meios ao seu dispor, incluindo trapaça e traição. Vale lembrar que Maomé casou-se com uma menina de seis anos de idade e fez sexo com ela quando ela tinha apenas nove anos. Isso não é um detalhe.
Depois o Islã se expandiu, sempre na base da conquista militar. Onde dominou perseguiu cristãos e judeus, sem exceção. Em 711 invadiu a Península Ibérica e em 732 estavam sendo escorraçados da França pelo grande líder franco Carlos Martel. No leste, chegaram a cercar Viena em 1683, tendo sido depois rechaçados. Ou seja, em um milênio de existência tivemos um milênio de guerras de expansão do Islã, sob várias denominações. Mas sempre o Islã. Com o desenvolvimento tecnológico superior do Ocidente o Islã nunca mais esteve próximo de conquistas militares na Europa.
Há no Ocidente um mito propagandístico que diz que a dominação islâmica é tolerante às demais religiões. Isso não se sustenta na realidade histórica nem na doutrina islâmica. Simplesmente metade do conteúdo das escrituras islâmicas se referem à subjugação, conquista, humilhação ou destruição dos infiéis. Historicamente, toda nação dominada pelo Islã tornou-se majoritariamente islâmica, sendo que as terras tomadas do Cristianismo, como já mostrado, tinham populações quase integralmente cristãs.
Houve intensa perseguição inclusive durante a dominação islâmica na Espanha. Hoje temos os seguintes percentuais aproximados de cristãos em algumas regiões conquistadas:
- Egito: 10%
- Líbano: 30%
- Síria: 2%
- Anatólia: 0,2%
Todas essas regiões funcionam hoje sob a lei islâmica, com suas variações.
No Islã não é permitido o abandono da religião. A apostasia é usualmente punida com a morte. Apesar de aparecerem eventualmente alguns apologistas sugerindo que o Islã está se modernizando basta uma rápida pesquisa para que se perceba que isso não é verdade. Lideranças islâmicas no Ocidente hoje declaram abertamente sua determinação de conquista e subjugação. As razões que impelem cidadãos ocidentais a desprezar essa realidade histórica são diversas e não são o assunto desse texto mas usualmente os defensores de uma visão distorcida sobre o Islã consideram religiões de forma geral um atraso, tornando-se incapazes ou pouco propensos a identificar as evidentes diferenças entre o Judaísmo e Cristianismo e seu antagonista, o Islã.
Cito também que ocorreu significativa expansão islâmica para o leste, chegando até a Indonésia e hoje a Austrália sofre com a pressão islâmica em seu território, da mesma forma que Europa e América do Norte.
Diante disso ainda é comum vermos pessoas sugerindo que apenas uma parte da população islâmica é radical e que não se poderia generalizar. Essa exposição histórica mostra que a realidade é exatamente oposta. É preciso generalizar porque a existência de islâmicos tolerantes não causou nenhuma mudança na consequência da ocupação islâmica, seja oriunda da conquista militar ou da supremacia populacional.
Finalmente, apresento um conceito crucial presente no Islã, um dos principais elementos de distinção em relação às religiões verdadeiras, Cristianismo e Judaísmo. No Islã todo cidadão é instado a agir sobre o princípio da taqiyya, que é a mentira justificada para o avanço da jihad. Enquanto que um dos mandamentos católicos é "Não levantar falso testemunho", no Islã há uma diretriz incentivando a mentira e o engodo como formas de jihad. Isso, claro, conecta-se diretamente com o contexto de nascimento desse sistema.
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Uma breve história do Islã
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- Thomas Campos Offline
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Re: Uma breve história do Islã
Eu vivo no meio deles.
É impressionante a rapidez como se multiplicaram nos últimos dez anos aqui na Europa, e a convivência é muitas vezes difícil.
Um abraço e um abençoado 2. Domingo do Advento

É impressionante a rapidez como se multiplicaram nos últimos dez anos aqui na Europa, e a convivência é muitas vezes difícil.
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