Dois dedos de esperança
(Eduardo Vieira - 13/dez/2025)
Era uma vez um país destruído pela corrupção em todos os aspectos. O povo estava desesperançado, uma vez que não via saída nas instituições e não imaginava qualquer outro caminho possível. Até o país mais poderoso do mundo havia desistido de os libertar. Nada seria capaz de ajudar aquele povo. Mas Deus esticou sua mão, deu poder ao povo e este se libertou dos piores inimigos. E a sociedade começou enfim a caminhar para a frente, devagar mas com firmeza.
Ou...
Era uma vez um país destruído pela corrupção em todos os aspectos. O povo estava desesperançado, uma vez que não via saída nas instituições e não imaginava qualquer outro caminho possível. Até o país mais poderoso do mundo havia desistido de os libertar. Nada seria capaz de ajudar aquele povo.
Mas então o povo resolveu ele mesmo resolver o problema. Cansado da ineficiência e corrupção das instituições o povo decidiu agir por conta própria. Se juntaram ao redor de alguns agentes numa grande rede. A maioria dava dinheiro e os agentes executavam todo tipo de coisas. E viram que funcionava. O número de apoiadores aumentou muito. As redes cresceram e as realizações foram aparecendo.
Espetáculos teatrais ensinando a importância dos valores e a verdade histórica e científica tornaram-se regulares pelo Brasil e fora dele. Sessões regulares foram feitas nos EUA, na Inglaterra, em Portugal e na Austrália. Os espetáculos eram acompanhados de um belíssimo almanaque ilustrado cheio de cultura, numa linguagem jovem e divertida. O conhecimento virou moda entre os jovens.
Os mesmos produtores desse material lançaram um show de Ciências que viralizou. A primeira temporada foi contratada pela Netflix e as crianças compravam os quadrinhos e os brinquedos do programa. Uma nova turma da Mônica apareceu, com histórias cheias de humanidade, bondade e conhecimento.
Foi lançado um divertido programa de auditório chamado Galhofa Geral, e esse programa se tornou a diversão obrigatória do fim de domingo e o Fantástico virou uma piada ridícula. Novos talentos eram sempre apresentados nesse programa e escritores, pensadores, humoristas e comunicadores apareciam sempre, distribuindo sua sabedoria da forma mais engraçada possível.
A mídia interna conservadora começou a dar atenção a isso tudo. O efeito foi imediato e o número de apoiadores triplicou.
Cinco anos depois o modelo era copiado pelo mundo. Grupos em vários países agiam dessa forma em diversas áreas e a coisa cresceu.
No Brasil o plano foi se prosseguindo.
A linha de brinquedos foi um sucesso. Guindastes-robôs, carros programáveis e sonares de morcego rapidamente foram acompanhados de diversas outras novidades. Kits de aprendizagem permitiam a montagens dos brinquedos em casa para os interessados. Uma grande comunidade de "Faça você mesmo" foi criada. A partir dela foi feito o lançamento de uma máquina de lavar que nunca se tornava obsoleta. Esse grupo de indivíduos mostrava ao mundo a força da união.
A "Última Máquina de Lavar" foi um sucesso. Tomou rapidamente 5% do mercado nacional e o lançamento internacional foi estrondoso. Finalmente surgia uma proposta real e econômica de evitar desperdício. Até a Treta bateu palmas, até descobrir que era uma ação com princípios humanitários. O grupo Whirpool tentou comprar a empresa mas foi negado mesmo depois de oferecer dez vezes o valor de mercado.
Os pequenos clientes da linha se sentiram protegidos e fizeram grande propaganda do produto, que podia ser consertado de forma baratíssima, com as instruções públicas e programas de incentivo. Acabou a obsolescência programada.
Surgiu então o primeiro celular lançado pelo grupo. Numa guinada radical o celular era inteiramente compatível com todo tipo de conexões, tinha bateria removível e nunca transmitia nem gravava nenhuma informação sobre o usuário. A novidade se espalhou e analistas no mundo todo confirmavam que o sistema era idôneo e discreto. O modelo de espionagem sofreu sua primeira grande concorrência, a caridade.
As doações decuplicaram pelo mundo. O grupo local se transformou numa grande comunidade internacional.
Foi criado o primeiro app financeiro do grupo. Baseado no ouro o app prometia o oposto que o mercado costumava vender. Preocupação legítima com o cliente que era efetivamente tratado como parceiro. O sucesso foi imediato. Empresários cristãos lançaram um fundo de investimentos apenas para esse ambiente. Sonhos foram realizados e muita gente foi ajudada a andar com as próprias pernas.
O ecossistema cresceu e ficou fortíssimo. O apoio à produção cultural atropelou as ações governamentais. Dez anos depois de sua criação, o povo brasileiro tinha se acostumado a produções de grande qualidade. O mercado editorial pegou fogo e o número de brasileiros lendo deu uma guinada para o alto.
O Brasil estava mudando, e mudando porque o povo simplesmente quis.
Lá do alto, Deus sorria.
Na verdade, a história é a mesma.
Dois dedos de esperança
- EduardoAFVieira Offline
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Re: Dois dedos de esperança
Parabéns pela disposição, inspiração e energia, Eduardo.
E obrigado pelo sopro de esperança.



E obrigado pelo sopro de esperança.
- EduardoAFVieira Offline
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