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A derrocada do Irã e por que isso é bom.

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A derrocada do Irã e por que isso é bom.

Mensagem por EduardoAFVieira »

A derrocada do Irã e porque isso é bom
(Eduardo Vieira - 15/abr/2026)

Parece piada termos que comentar o porquê da derrocada do Irã ser algo bom mas essa é a realidade atual, onde as pessoas pensam que a extrema imprensa não as influencia enquanto a coisa acontece diante dos olhos de todos. Mas aqui vai.

Saindo da histeria midiática de uma nova urgência a cada dia, vamos olhar para a realidade do conflito entre a ditadura islâmica iraniana e a América e Israel.

Depois de pouco mais de um mês de conflito, o saldo é que as forças armadas iranianas ficaram a pé, literalmente. A marinha acabou, à exceção de algumas lanchas. A força aérea acabou. Os mísseis praticamente acabaram. Deve haver uma reserva estratégica minúscula em algum buraco persa e só. O programa nuclear foi realmente devastado dessa vez e os locais de armazenamento estão sob constante vigilância. Os americanos já deixaram claro que não permitirão qualquer passo na direção de uma recuperação do programa nuclear no Irã. Vale reforçar que os próprios iranianos declararam ter urânio suficiente para 11 bombas. Esse material está agora soterrado. As defesas anti-aéreas acabaram, à exceção de mísseis portáteis, que tem alcance reduzido, alta vulnerabilidade e eficácia relativamente baixa.

Isso tudo ocorreu com poucas perdas materiais por parte dos americanos e menos de 20 mortes, a maioria por acidentes operacionais. É uma guerra totalmente assimétrica, onde um lado pode fazer o que quiser e o outro não tem meios de reagir.

No aspecto da liderança, a maioria dos líderes morreu e hoje não se sabe quem manda no país, nem se há uma liderança centralizada. Isso abre várias oportunidades interessantes para mudanças no regime.

O Irã, sabemos, era a maior força militar da região, constantemente ameaçando seus vizinhos com ataques ou o fechamento do famigerado estreito de Ormuz. Ali passa 20% do petróleo negociado no mundo. Mas isso está para mudar.

Uma das consequências da realidade, que costuma atropelar os pseudo-analistas com agenda pronta da grande mídia, é que as forças em atuação no mundo se mexem para defender o que é de cada um. Assim, é natural que os países do Golfo atuem no sentido de reduzir a dependência do estreito, e o que deve ocorrer é a construção de oleodutos que permitam a comercialização de petróleo por outras vias. No caso da gigante Arábia Saudita isso é fácil, por exemplo. Em breve as ameaças iranianas serão totalmente fúteis.

Mas, depois desse mês de desgraças para a ditadura, a verdade é que o Irã não tem condições materiais de fechar nem a porta da geladeira do aiatolá da vez. Que dirá do estreito. Basta os americanos removerem as minas e estabelecerem patrulhas que acaba a festa. Mas a escolha foi outra, ainda mais dolorosa para o Irã.

Os americanos resolveram fechar eles mesmos o estreito, cortando assim TODO o comércio marítimo do Irã. O Washington Post relata, desolado, que seis navios foram obrigados a retornar aos portos iranianos. O caminho está fechado, o que deve ser ruim para uma ditadura que tem 90% do seu comércio feito por mar. Sem a histeria do urgente diário, é fácil ver que a situação não deverá ser sustentável para um regime já dilacerado internamente.

Para piorar a situação para os financiadores do terror islâmico no mundo, 80% do petróleo iraniano ia para a China, que está vendo o china seco. Imagino que as conversas entre o Xi Pingpong e a marmota iraniana da vez não devem estar muito animadas. Tudo leva a crer que na queda de braço entre americanos e iranianos temos um lado com ampla vantagem.

O que aperta a América de Trump é o tempo. Seria bom para a parcela decente do planeta que esse conflito terminasse num prazo que permitisse a retomada da normalidade econômica para que esse não seja um fator de impacto nas eleições de midterm. Se os democratas vencerem o mundo vai amargar uma derrocada rápida e sinistra. É um espanto que haja semelhante possibilidade e isso se deve ao laxismo social das últimas décadas. Tolerar a perversidade em nome de uma pseudo-cordialidade suicida cobra seu preço.

Ainda assim o cenário parece favorável ao Trump, particularmente se ele parar de atirar no próprio pé e simplesmente ignorar os apelos do Papa Leão por mais uma ou duas semanas. Não é inteligente alienar os católicos americanos nesse momento.

Essa crise serviu também para mostrar aos americanos e ao mundo o quanto a Europa se perdeu. Estamos vendo o fim da participação americana na OTAN, nos moldes atuais. A Espanha se mostrou um neutro beligerante, a Itália idem e o Reino Unido não conseguiu sequer enviar um destróier para o Chipre socorrer sua base na ilha. A outrora colossal marinha britânica foi destruída pelos unicórnios rosas que subiram ao poder. Os americanos deverão fazer acordos bilaterais com cada país que parecer ainda alinhado. Se os britânicos se perderem em definitivo para o Islã a coisa vai azedar muito rápido na terra do chá das cinco de outrora. Aliás, o mesmo vale para todas as potências nucleares na Europa. Isso é problema para o futuro mas posso garantir que já há mapeamento de alvos numa gaveta do Pentágono. E devemos ser gratos por isso.

A Rússia, por outro lado, se ferrou profundamente. Ao contrário dos americanos e israelenses, que resolveram o problema do ar, os russos meteram o pé na lama e lá estão, atolados e falidos, deixando um milhão de corpos num conflito bizarramente fútil. Se o Putin achar uma saída que não resulte no seu próprio cadáver brilhando no escuro, ele deve tomar esse caminho.

Acontecendo tudo o que é provável, teremos uma divisão nas midterms, queda do regime dos aiatolás em meses ou anos, paz na Europa e alguns anos de boas notícias. Quem sabe até algum europeu com um pingo de testosterona consiga melhorar as coisas por lá também?

Ah, é sempre bom lembrar: Você não odeia a grande mídia o suficiente.
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Re: A derrocada do Irã e por que isso é bom.

Mensagem por Gabarito »

Excelente texto, Eduardo.

Minha contribuição vai no sentido de trazer um texto de Dinesh Di Souza que tenta explicar as atitudes de Trump, às vezes, incompreensíveis até para nós apoiadores:

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O PRESIDENTE DO MERCADO IMOBILIÁRIO: Irã, Armas Nucleares e Alavancagem

A política externa de Trump confunde a esquerda e a direita porque esperamos que ele seja ideológico.

Dinesh D’Souza
14 de abril de 2026

A política externa de Trump é um mistério para a maioria das pessoas, e os eventos das últimas semanas comprovam isso. Ele diz coisas ultrajantes que parecem estar muito além do que políticos normais diriam. Ele diz uma coisa e faz outra. Diz uma coisa e, alguns dias depois, diz o oposto. O que está acontecendo com esse cara?

A esquerda acha que ele enlouqueceu e que é hora de invocar a 25ª Emenda. Até mesmo muitos apoiadores de Trump parecem confusos. Por que ele está louvando Alá no domingo de Páscoa? O que ele quer dizer quando afirma que uma grande civilização vai morrer? Por que ele às vezes elogia tiranos como Kim Jong-un, da Coreia do Norte? Delsey Rodríguez, da Venezuela, e até mesmo Xi Jinping, da China?

Onde está o leme ideológico de um homem que impõe tarifas? Na terça-feira, as retira na quarta. Anuncia novas tarifas mais baixas na quinta. Que sentido podemos fazer com um sujeito que quer transformar Gaza numa Riviera e dividir os pedágios com o Irã no Estreito de Ormuz?

Acho que posso desvendar o mistério. Trump, diferente de qualquer presidente de nossas vidas, talvez diferente de qualquer presidente de todos os tempos.

É o primeiro presidente americano do ramo imobiliário. Faz sentido, não é? Porque Trump trabalhou no mercado imobiliário a vida toda. Também faz sentido porque muitos americanos votaram em Trump acreditando que queriam um empresário, não um político. E o que quero dizer é que um empresário, na verdade, especificamente um negociante do ramo imobiliário, é exatamente o que eles conseguiram agora.

À primeira vista, parece que me incluo no grupo daqueles que reagem a tudo o que Trump faz com o slogan "A arte da negociação, a arte da negociação". A ideia básica aqui é que o estilo de negociação de Trump, descrito no livro de mesmo nome, consiste em fazer ofertas absurdamente unilaterais e, em seguida, recuar para um acordo mais modesto, porém ainda favorável.

Mas não é disso que estou falando. Não me refiro a como Trump fecha um negócio. Refiro-me a como Trump enxerga o mundo e o lugar dos Estados Unidos nele. Refiro-me ao que Trump quer dizer quando afirma "América em primeiro lugar". O que "América em primeiro lugar" significa para um presidente do ramo imobiliário? Significa que Trump não aborda o mundo ideologicamente, e é por isso que ideólogos de esquerda e de direita não conseguem compreendê-lo.

Ele não se encaixa nos padrões deles. Mas, uma vez que você entra na mentalidade do mercado imobiliário, uma vez que você coloca esses óculos, você consegue ver o mundo como Trump o vê. O mundo inteiro é um mercado imobiliário, e uma política externa eficaz é a melhor maneira de atuar nesse mercado. E, há alguns anos, escrevi um livro sobre empreendedores chamado "A Virtude da Prosperidade", que incluía conversas com pessoas como Peter Thiel, fundador do PayPal, Eric Schmidt, que se tornou CEO do Google, e o magnata da informática Michael Dell.

Trump também está nesse livro, mas em seu papel de construtor e negociador. Agora, essas pessoas, os empreendedores, pensam diferente. E Trump levou essa forma de pensar para a Casa Branca. O que significa ser um presidente do setor imobiliário? Significa ser o CEO do ativo imobiliário mais valioso do mundo: os Estados Unidos.

Deste ponto de vista, Trump é o promotor de um grande império imobiliário. Uso o termo "império" não no sentido do Império Britânico, que buscava a conquista e a ocupação a longo prazo, mas no sentido dos impérios imobiliários das grandes famílias que primeiro colonizaram a América. Essas famílias buscavam construir seus impérios por meio de aquisições, negócios e oportunidades comerciais.

E também deve ser reconhecido que isso aumenta o prestígio e o desempenho do CEO desse conglomerado gigante. Ninguém menos que o próprio Trump. "Vamos ver como funciona a estrutura que apresentei aqui", explica Trump, "tanto em termos de suas declarações e ações recentes quanto em termos de seu leque mais amplo de políticas. Primeiro, é importante perceber que o pessoal do ramo imobiliário é mestre em discursos absurdos."

São declarações hiperbólicas, exageradas, às vezes beirando o ridículo. Mas é um exagero com um propósito. E o mesmo pode ser dito de Trump. Digamos que você esteja procurando comprar uma casa ou um apartamento. Tem problemas com o piso. Fica muito perto da rodovia, onde dá para ouvir todo o barulho. O que seu corretor de imóveis lhe diz? Sem problemas.

Eu detesto aquele piso de qualquer forma. Isso te dá a chance de colocar o seu próprio piso. Dar o seu toque pessoal. E quanto ao barulho da rodovia? Ah, esquece. Esta localização é fabulosa. Você pode acessar a rodovia imediatamente. Ir para o trabalho. Ir jantar. Isso é uma grande vantagem. As pessoas pagam caro por um acesso tão fácil.

Exagerado. Claro, ridículo, concordo. Mas o corretor de imóveis sabe disso muito bem. O objetivo é fechar a venda. Então, a retórica é a de que o serviço, parafraseando Trump, é preciso melhorar a sua civilização. Bom, isso significa que é melhor você fechar negócio. Como se você não tivesse ideia do que eu vou fazer com o seu regime, que permaneceu intocado por 50 anos, e aí vem o Trump de novo.

Louvado seja Alá. Essa é, na verdade, a minha parte favorita. Isso significa que Alá não virá te salvar. Louve-o o quanto quiser. É como se você estivesse fazendo a dança da chuva para melhorar sua colheita este ano. Desçam do pedestal da superstição, seus mulás estúpidos! Agora, talvez os mulás não tenham entendido a mensagem. E é por isso que as negociações do último fim de semana com JD Vance fracassaram.

Os aiatolás não conseguem abandonar definitivamente a ideia de não possuir armas nucleares. Para eles, armas nucleares são imprescindíveis. São uma necessidade jihadista. E para Trump, armas nucleares são um pesadelo imobiliário. Por quê? Porque ameaçam destruir muito do que foi construído com tanto esforço e dedicação. Destroem vidas e propriedades. Reduzem tudo a escombros. O mundo inteiro se torna como Gaza.

Toda a expedição de Trump ao Irã deve ser entendida não como um projeto para salvar o povo iraniano da tirania, mas como um projeto para impedir que o Irã se torne um destruidor de recursos imobiliários. Não podemos deixar isso acontecer. O outro projeto imobiliário que interessa a Trump é o Estreito de Ormuz. Bloquear o estreito significa restringir o livre fluxo de petróleo, que é basicamente o combustível da economia mundial.

No entanto, a abordagem de Trump é totalmente pragmática. Os iranianos querem fechar o estreito. Então, vou interceptar todo o tráfego que passa por esse estreito e cobrar os pedágios. Trump chega a sugerir que os EUA e o Irã poderiam cobrar pedágios pelo uso do estreito e dividir a receita. Espera aí, como assim? O Irã controla o estreito.

O Irã quer cobrar pedágio e ficar com o dinheiro. E de repente Trump quer participar desse acordo. Bem, ele sabe que é um acordo maluco. O Estreito de Ormuz não é como o Canal do Panamá. O Canal do Panamá, por exemplo, alguém teve que construí-lo e mantê-lo. Então, cobrar pelo acesso ao canal é razoável. Mas o Estreito de Ormuz é apenas uma passagem.

Sem custos de construção ou manutenção. O Irã está cobrando pelo mesmo motivo que a máfia cobrava para operar na Canal Street. E, no entanto, Trump cogitou a ideia. Talvez devêssemos deixar os operadores locais, o Irã, cobrarem um pedágio. Mas há um novo chefe na cidade, os Estados Unidos. Então agora nós ficamos com uma parte dos lucros. O Estreito de Ormuz se torna a nossa Canal Street.

Ora, a lógica subjacente aqui pode ser um tanto obscura ou duvidosa, mas quem pode negar que Trump está colocando os Estados Unidos em primeiro lugar? Aliás, a abordagem de Trump é exatamente a mesma na Venezuela. A abordagem ideológica seria dizer que precisamos de um retorno à democracia. Vamos marcar a data para uma eleição livre. Trump parece não ter pressa nenhuma em chegar a esse ponto.

Ele até negocia com as farsas lideradas pela ardilosa e interesseira Delsey Rodriguez. Mas ela está disposta a dar aos Estados Unidos acesso ao petróleo venezuelano. É como um magnata do ramo imobiliário fechar um acordo para obter minerais de terras raras ou algo do tipo dos cartéis mexicanos. Ninguém gosta dos cartéis. Mas, ora, é mais importante garantir o fornecimento confiável de uma commodity vital, pelo menos por enquanto.

Vamos resolver o problema do cartel mais tarde, se conseguirmos. Repito: os interesses da América vêm em primeiro lugar. Há mais ou menos uma semana, Trump fez uma pergunta que só um magnata do ramo imobiliário faria. Ele perguntou aos generais de alta patente do Departamento de Guerra: por que estamos explodindo esses navios iranianos, os helicópteros de ataque? Por que não os capturamos? Podemos usá-los. Podemos vendê-los.

Que desperdício explodi-los. Evidentemente, respondeu um dos generais, é mais divertido explodi-los, de certa forma. E Trump deu uma risadinha. Quer dizer, ele admitiu o ponto. Provavelmente percebeu a inviabilidade de tomar posse da frota iraniana. Ao mesmo tempo, seu comentário — que, repito, Bush jamais teria dito, Reagan jamais teria dito — revela a mentalidade comercial e transacional de Trump, e sim, a mentalidade de "América em primeiro lugar".

Muitos conservadores ficaram furiosos, quase apopléticos, quando Trump aceitou o avião dos catarianos. Eu mesmo não achei uma boa ideia. Mas eu não sou especialista em imóveis. Estava avaliando o negócio ideologicamente. O Catar é um país com más intenções. Eles têm segundas intenções. Estão tentando comprar influência. Trump sabe disso. Ele não é ingênuo. É que Trump pensa de forma mais transacional do que nós.

Ele acha ótimo. Os catarianos querem comprar influência. Que tal se os convencermos a nos dar um avião? E depois de conseguirmos o avião, que tal convencê-los a nos ajudar a resgatar os reféns? E já que estão tão ansiosos para nos apoiar, que tal insistirmos para que nos apoiem contra o Irã? Tudo para preservar a influência que tanto cobiçam?

Note a diferença entre o Catar dar um avião para Trump e receber um em troca. Algumas fotos com Trump e o Catar doar, digamos, para a Universidade Texas A&M, como a Universidade de Georgetown. Neste último caso, são 500 milhões de dólares, e o Catar controla o departamento de ciência política. Eles controlam como o Islã é ensinado. Eles recebem muito mais do que o valor investido. Essas universidades gananciosas, estúpidas e míopes estão dispostas a vender suas almas por dinheiro.

Mas, do ponto de vista de Trump, isso é um péssimo negócio, porque você abre mão de muita coisa. Por outro lado, um avião de graça é um bom negócio, porque você abre mão de muito pouco. E agora os EUA têm um ótimo avião. A política externa de Trump, voltada para o mercado imobiliário, também fica evidente em suas recentes declarações sobre a OTAN. Trump anda falando mal da OTAN ultimamente.

Mas, pensando bem, o problema não está na OTAN em si. É verdade que a OTAN é uma espécie de esquema para extorquir dinheiro dos Estados Unidos. Trump, que entende muito de extorsão, percebe isso imediatamente. Ele pressionou os países europeus a pagarem mais, e eles estão pagando mais. Isso é o equivalente a um corretor de imóveis dizer a um novo proprietário que ele precisa pagar suas próprias taxas condominiais.

Quer segurança, amigo? Então pague por ela. Chega de fingir que estamos juntos nessa para que você tenha o privilégio de pagar todas as minhas contas. Veja bem, antes de Trump, os presidentes, republicanos e democratas, encaravam a OTAN ideologicamente. A OTAN é o pacto de defesa do Ocidente. A OTAN garante a segurança da civilização ocidental. Que diferença faz se os Estados Unidos se encaixam no perfil? Os Estados Unidos se beneficiam de ter aliados que sempre estarão satisfeitos, contanto que paguemos a conta deles.

O corretor de imóveis é esperto demais para isso. Ele não cai nessa. Agora, se for do interesse de ambos termos segurança, então você paga a sua parte. Nós pagamos a nossa. Caso contrário, sem acordo. Entende o pensamento "América Primeiro" aqui? Nós nos colocamos em primeiro lugar. Você se coloca em primeiro lugar. Mas os dias em que colocávamos você em primeiro lugar acabaram.

Vocês tinham um bom esquema enquanto durou. Mas agora estamos de olho em vocês. O problema da OTAN é agravado pelo fato de termos governos de esquerda por toda a OTAN. Keir Starmer na Grã-Bretanha, Macron na França, Sánchez na Espanha, Albanese na Austrália, Carney no Canadá. Que bando! Não é de admirar que nos sabotem a cada passo. A esquerda é a mesma na Europa, Austrália e Canadá como nos Estados Unidos.

Então, esses europeus se opõem a Trump pelo mesmo motivo que os democratas. No passado, nem sempre foi assim. François Mitterrand era socialista. E, no entanto, esse primeiro-ministro francês apoiou a agenda antissoviética e anticomunista de Reagan. Tony Blair era do Partido Trabalhista, mas apoiava os Estados Unidos incondicionalmente. Esses tempos acabaram. E agora Trump percebe que temos aliados da OTAN que não são aliados nossos de forma alguma.

Eles esperam que os ajudemos, mas não têm a menor intenção de nos ajudar. E o que fazem por nós? Nada.

São piores que inúteis. Permitem que radicais islâmicos em seus países queiram nos assassinar. Os países árabes, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein, a Jordânia, o Kuwait, talvez até mesmo a Arábia Saudita, são aliados melhores do que o Reino Unido, e talvez os Estados Unidos hoje possam contar mais com o Japão, a Índia, Taiwan, a Argentina e a Coreia do Sul do que com os países que nos resgataram na Segunda Guerra Mundial.

Se você quer avaliar Trump de forma justa, observe suas ações. Os resultados dessas ações. Pergunte-se: o império imobiliário americano está mais forte ou mais fraco graças a Trump? Ele protegeu nosso território nacional? Ele trouxe grandes volumes de investimento estrangeiro para nossas costas? Ele representou incansavelmente e com eficácia nossos interesses em um mundo competitivo e muitas vezes hostil?

Acho que a resposta é sim. Os críticos podem não entender Trump, mas ele entende perfeitamente o que está fazendo. Ele avança com propósito, rapidez e, às vezes, ousadia, em direção ao seu objetivo. E quase sempre ele chega lá. Ele faz acontecer. Ele fecha o negócio, e é um bom negócio para o lado dele. Estranho, talvez, mas verdade. A presidência imobiliária provou ser o melhor tipo de presidência para o nosso tempo.

A direita anti-Trump é retardada porque não consegue compreender a capacidade de Trump, o que os coloca em um patamar completamente diferente. Ele era bilionário quando tinha metade da idade deles. Ele fez coisas que eles nem sequer sonham em fazer, e ainda assim eles agem como se entendessem de negociações e acordos globais melhor do que ele. Eles não têm ideia do quão ridículos soam.

Além disso, uma nota de cautela. Independentemente da sua opinião sobre a abordagem transacional de Trump no mercado imobiliário, você deve apoiá-lo. Todos os republicanos, conservadores e patriotas deveriam. Não há outro caminho a seguir senão com Trump; ser anti-Trump significa o retorno da censura, da perseguição política, de uma fronteira aberta e da diminuição da força e da prosperidade dos Estados Unidos. Ei, vamos todos proteger nossos imóveis.

Ou seja, vamos todos proteger o pequeno pedaço da América que chamamos de lar.

E é assim que eu vejo as coisas.

Re: A derrocada do Irã e por que isso é bom.

Mensagem por EduardoAFVieira »

Obrigado por compartilhar, meu caro.
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